Novos scanners da TSA podem afetar a bagagem de mão nos aeroportos dos Estados Unidos

Novos scanners da TSA podem afetar a bagagem de mão nos aeroportos dos Estados Unidos

Tecnologia de tomografia computadorizada promete tornar a inspeção mais rápida, mas algumas malas de bordo maiores podem não passar pela abertura dos novos equipamentos.

Quem está planejando uma viagem para Orlando, uma viagem para a Disney ou qualquer outro destino nos Estados Unidos deve ficar atento a uma mudança nos controles de segurança dos aeroportos americanos.

A Transportation Security Administration (TSA) está ampliando a instalação de novos scanners de tomografia computadorizada nos postos de inspeção. A tecnologia melhora a análise da bagagem de mão e permite que os agentes visualizem seu conteúdo em imagens tridimensionais.

A novidade pode facilitar a passagem pelo controle de segurança. No entanto, a abertura de alguns equipamentos é menor do que a dos aparelhos de raio X anteriores. Com isso, determinadas malas de bordo grandes podem não caber no scanner, mesmo quando estão dentro das dimensões aceitas pela companhia aérea. 

O que está mudando nos aeroportos dos Estados Unidos?

Os novos equipamentos utilizam uma tecnologia semelhante à tomografia computadorizada empregada na área médica.

Enquanto os scanners tradicionais produzem imagens bidimensionais, os novos aparelhos criam uma imagem em 3D da bagagem. Os agentes da TSA conseguem girar a imagem em 360 graus e observar o conteúdo por diferentes ângulos.

O sistema também utiliza algoritmos capazes de auxiliar na identificação de armas, explosivos e outros objetos proibidos. A expectativa é reduzir a necessidade de abrir e inspecionar manualmente tantas malas. 

Segundo informações divulgadas em julho de 2026, a TSA já havia instalado 1.162 scanners de tomografia computadorizada em 296 aeroportos americanos. O projeto, avaliado em mais de US$ 1 bilhão, continuará substituindo gradualmente os equipamentos mais antigos nos próximos anos. 

Passageiros podem deixar notebook e líquidos dentro da mala

Nas filas equipadas com os novos scanners, os passageiros geralmente podem manter dentro da bagagem de mão:

* notebooks;

* tablets;

* aparelhos eletrônicos;

* líquidos permitidos pela regra 3-1-1.

A TSA, porém, orienta que todas as bagagens e objetos sejam colocados dentro das bandejas, e não diretamente sobre a esteira. O procedimento pode variar de acordo com o aeroporto e com a orientação do agente responsável pela fila. 

É importante destacar que a instalação dos novos aparelhos não significa o fim da limitação de líquidos.

A regra 3-1-1 continua válida: os líquidos, géis e aerossóis levados na bagagem de mão devem permanecer em recipientes individuais de até 3,4 onças, aproximadamente 100 mililitros, acomodados em uma embalagem transparente permitida pela TSA.

Qual é o problema para as malas de mão?

A principal preocupação envolve o tamanho da abertura dos novos scanners.

Em alguns modelos, a entrada possui aproximadamente:

* 62 centímetros de largura;

* 42 centímetros de altura.

Malas de mão mais volumosas, rígidas ou muito cheias podem não passar pela abertura. Rodas, puxadores, bolsos externos e objetos presos à bagagem também aumentam suas dimensões totais. 

A questão é diferente da regra estabelecida pelas companhias aéreas. Uma mala pode estar autorizada para entrar na cabine do avião, mas ainda assim ser grande demais para passar pelo equipamento disponível naquela fila de segurança.

A TSA criou um novo limite para bagagem de mão?

Não existe uma nova medida nacional de bagagem de mão criada pela TSA.

Os limites de tamanho e peso continuam sendo definidos pelas companhias aéreas. A mudança está relacionada ao espaço físico disponível dentro de determinados scanners.

Portanto, não é correto afirmar que todas as malas de bordo precisarão ser menores ou que a TSA adotou um novo padrão obrigatório para todo o país.

O risco se aplica principalmente às malas maiores que já ficam próximas do limite permitido pelas empresas aéreas.

O que pode acontecer se a mala não couber?

Caso a bagagem não passe pelo scanner, o passageiro poderá receber assistência dos agentes da TSA. Entretanto, ainda não existe um procedimento único divulgado para todos os aeroportos.

Dependendo da situação, o viajante pode ser encaminhado de volta ao balcão da companhia aérea para despachar a mala. Isso pode provocar:

* atraso no deslocamento até o portão;

* necessidade de enfrentar novamente parte do processo;

* cobrança pelo despacho da bagagem;

* risco de perder o voo em situações de pouco tempo disponível.

A TSA recomenda que passageiros com malas de cabine muito grandes considerem despachá-las antecipadamente, especialmente quando souberem que o aeroporto utiliza os novos equipamentos. 

A mudança pode afetar quem viaja para Orlando?

Sim. Brasileiros que fazem uma viagem para Orlando ou uma viagem para a Disney passam pela inspeção da TSA ao embarcar em aeroportos dos Estados Unidos, inclusive em voos domésticos e conexões.

O Aeroporto Internacional de Orlando costuma receber grande volume de famílias, grupos e turistas com malas de mão cheias de compras. Por isso, o cuidado com o tamanho e o excesso de itens pode evitar problemas durante a volta ao Brasil ou em conexões dentro do país.

A instalação não ocorre de forma idêntica em todos os terminais ou filas. Um mesmo aeroporto pode manter equipamentos novos e antigos operando simultaneamente.

Cuidados antes de viajar

Antes de sair de casa, confira as regras específicas da companhia aérea e meça a mala incluindo rodas, alças e puxadores.

Evite expandir a bagagem de mão além do necessário. Uma mala aceita no voo de ida pode ficar maior na volta depois das compras feitas nos parques de Orlando, outlets e lojas da Flórida.

Também é recomendável:

* não prender travesseiros, casacos ou sacolas na parte externa da mala;

* distribuir os itens sem deformar a estrutura;

* manter documentos e medicamentos essenciais no item pessoal;

* chegar com antecedência ao aeroporto;

* seguir sempre a instrução do agente da TSA presente na fila.

Atenção para câmeras e filmes fotográficos

Os novos equipamentos também exigem cuidado de passageiros que transportam filmes fotográficos ainda não revelados.

A exposição ao raio X mais intenso dos scanners pode causar manchas, embaçamento ou perda das imagens. A TSA recomenda que filmes não revelados e câmeras contendo filme sejam apresentados ao agente e submetidos a uma inspeção manual. 

O que não mudou

Apesar da chegada da nova tecnologia, alguns pontos permanecem iguais:

* a companhia aérea continua definindo as dimensões da mala de bordo;

* a regra 3-1-1 para líquidos continua em vigor;

* objetos proibidos permanecem proibidos;

* os procedimentos podem variar conforme o aeroporto e a fila;

* o agente da TSA pode solicitar inspeção adicional quando necessário.

Aeroportos que já utilizam os novos scanners

A tecnologia já está em operação em diversos grandes aeroportos dos Estados Unidos, incluindo:

* John F. Kennedy International Airport, em Nova York;

* Los Angeles International Airport;

* Chicago O’Hare International Airport;

* Hartsfield-Jackson Atlanta International Airport;

* Miami International Airport;

* Boston Logan International Airport;

* Newark Liberty International Airport.

A instalação, porém, pode variar entre terminais e filas dentro do mesmo aeroporto. Por isso, o procedimento adotado pelo passageiro deve sempre seguir a orientação do agente da TSA presente no local.

Novos scanners devem agilizar a inspeção

A modernização representa um avanço para a segurança aeroportuária. A possibilidade de manter eletrônicos e líquidos permitidos dentro da mala reduz etapas e tende a tornar a inspeção mais simples.

Para o passageiro, a principal recomendação é evitar malas excessivamente grandes e não confundir a atualização tecnológica com uma nova regra geral de bagagem de mão.

Para viajar com mais tranquilidade, prefira uma mala de mão de até 55 × 35 × 23 centímetros, incluindo rodas e alças. Evite usar o expansor ou deixar a bagagem muito cheia, porque alguns dos novos scanners da TSA possuem abertura menor. Antes do embarque, confira também o limite específico da sua companhia aérea.

Antes de viajar para Orlando, para os parques de Orlando ou para qualquer destino americano, confirme as medidas permitidas pela companhia aérea e deixe uma margem de segurança no tamanho da mala.